Bidspirit auction | [HUMOR; PORTO] Anón. – AOS


[HUMOR; PORTO] Anón. – AOS JANOTAS. SATYRA. Porto. Typographia de S. J. Pereira. 1849. 16 pp. 20,2 cm x 13 cm. B. - Folheto de cordel com um poema publicado anonimamente na cidade Invicta em meados do séc. XIX. De forte pendor humorístico e com críticas bastante contundentes, foi composto em 66 sextilhas em redondilha maior de sabor popular, mas de surpreendente qualidade e efeito estilístico. P’ra bom Janota só deve Ao meio dia amanhecer; Erga-se, alize o bigode, Isto é, se o tiver, Aliás estrume o campo Que por força ha-de nascer (...) Fallo d’uns pobres pechinchas Que não tendo p’ra comer, Para hombrear c’os grandes Não sabem que hão-de fazer: — Se quizerem figurar Estes versos devem lêr: (...) Não talhei taes carapuças Com destino para alguem; Mas sevindo-lhes na bola, (Se algum dos senhores a tem) Cubram-se, sem cerimonia: — Estimo que passem bem. — Bom estado geral de conservação. Encadernação coeva em capas de brochura de manufactura caseira a partir de reaproveitamento, com título manuscrito. Interior frágil do manuseamento e qualidade do papel, mas limpo. Depósitos naturais de moscas no pé e margem exterior da folha de rosto, sem grande expressão. Peça de colecção.