Bidspirit auction | [PORTO; GUIMARÃES] ARQUIVO PARCIAL DO


[PORTO; GUIMARÃES] ARQUIVO PARCIAL DO BANCO J. M. FERNANDES GUIMARÃES & C.ª. Porto. 1880-1907. - Conjunto de documentos importantíssimos, manuscritos e impressos, pertencentes ao arquivo do banco J. M. Fernandes Guimarães e C.ª, uma das principais instituições da banca portuense na viragem do séc. XIX para o XX. De acordo com o Banco de Portugal, a casa bancária J. M. Fernandes Guimarães & C.ª iniciou a sua actividade em 1868, através da sucessão empresarial de José Martins Fernandes Guimarães por falecimento do seu tio e sogro António Fernandes Guimarães. A empresa foi oficialmente estabelecida em 1885 no Porto, com sede na Rua do Almada, reunindo como sócios fundadores José Martins e os descendentes de António Fernandes Guimarães. O negócio, aproveitando o fulgor comercial da Invicta, em grande medida impulsionado pelos negócios da vinha no Douro, centrava-se na actividade bancária, consignações e operações similares, com um capital inicial de 300 contos de réis. A instituição passou por várias mudanças societárias devido ao falecimento de sócios, integrando novos membros da família ao longo do tempo. Dotado de uma ampla rede de correspondentes nacionais e estrangeiros — como comprova um dos documentos aqui a martelo — beneficiou especialmente das remessas de emigrantes no Brasil, sobretudo a partir dos anos 20 do século passado, o que lhe permitiu expandir ainda mais a sua rede. Contudo, a crise económica mundial do final da década de 20 afectou gravemente a instituição: após uma auditoria em 1931 pela Inspeção do Comércio Bancário, que revelou dificuldades financeiras, a situação deteriorou-se progressivamente. Em 1938, o banco foi forçado a cessar pagamentos, levando à nomeação de um Comissário do Governo. A liquidação oficial foi decretada em 1939, envolvendo tanto os activos da empresa como os bens pessoais dos sócios. Este processo judicial prolongou-se por mais de uma década, sendo finalmente concluído apenas em 1950, com a aprovação das contas finais. O acervo parcial agora apresentado pela ANNO, compõe-se por: [MANUSCRITO] LIVRO DE REGISTO DE ENTRADAS E SAÍDAS DO BANCO. 2 de Janeiro de 1880 - 31 de Agosto de 1893. 125 (59) pp. 38,8 cm x 26 cm. E. [MANUSCRITO] LIVRO DE DEVEDORES E CREDORES DO BANCO. 2 de Janeiro de 1880 - 31 de Julho de 1893. 50 [100] (41) [82] pp. 38,8 cm x 25,6 cm. E. [MANUSCRITO] LIVRO DE CÓPIAS DA CORRESPONDÊNCIA MANUSCRITA ENVIADA AOS CLIENTES DO BANCO. 9 de Novembro de 1886 - 9 de Outubro de 1908. 482 (15) fls. J. M. FERNANDES GUIMARÃES & C.ª: LISTA DOS CORRESPONDENTES EM PORTUGAL E SUAS POSSESSÕES. Porto. 1905. 47 (1) pp. (não num.). 22,4 cm x 17 cm. E. OS PONTOS: SEMANARIO DE CARICATURAS. N.º 2, 10.º Anno. Porto. 1 de Janeiro de 1905. 7 pp. 32,5 cm x 23,8 cm. Jornal portuense de caricaturas, neste número figurando, na capa, um desenho primoroso de Adolpho Nunes retratando o fundador do banco, o vimaranense José Martins Fernandes Guimarães (1836 — 1907). Contém uma elegia ao homenageado pela Direcção do periódico. Moura, Raul Cezario de – O NATAL É ALEGRIA: POESIA OFFERECIDA AO EX.MO SNR. J. M. FERNANDES GUIMARÃES. Porto (?). c. 1890-1910. 1 fl. 25 cm x 17,4 cm. E. Folha volante com um poema natalício do autor dedicado ao fundador do banco. Dias, Joaquim – NOTA DE PESAR PELA MORTE DE JOSÉ MARTINS FERNANDES GUIMARÃES. Porto. 24 de Novembro de 1907. 1fl. 32,4 cm x 24,8 cm. «Saudade // à memoria do Ex.mo Snr. // José Martins Fernandes Guimarães // Elle foi extremoso, // meigo, carinhoso, // cheio de bondade, // deixou-me na vida // a dôr mais sentida // e eterna saudade!» Bom estado geral de conservação de todos os documentos. Todos eles encadernados em tela. Encadernações bastante manuseadas como é habitual em documentos de bastante uso. Livros de registo com corte marmoreado. Lista dos Correspondentes com mancha de humidade, com ligeiro trespasse para as guardas e muito ténues na folha de rosto; nesta quase sem expressão. Separação parcial de alguns cadernos. Jornal «Os Pontos» vincado e com manchas. Peças de colecção. Valorizadas por terem sido peças integrantes da exposição permanente do Museu do Vinho do Porto até 2018, altura da sua mudança de instalações. Fonte auxiliar: https://www.bportugal.pt/arquivo/details?id=17770