Bidspirit auction | QUESTÃO CONJUGAL DA BARONESA E
QUESTÃO CONJUGAL DA BARONESA E DO BARÃO DO BOLHÃO. 2 vols. Porto. Typographia de J. J. Gonçalves Basto. 1852-1853. E. - 2 vols. bastante raros constituído por: Conjunto encadernado de folhetins publicados nos periódicos portuenses «O Ecco Popular», «O Chronista» e «O Nacional» e no jornal lisboeta «O Portuguez» sobre a Questão Conjugal da Baronesa e Barão do Bolhão. Annos de 1852 - 1853. Para além das notícias relativas ao caso jurídico e pessoal dos barões, os periódicos apresentam flashes da história do Portugal oitocentista de grande valor documental, como a ligação ferroviária entre Lisboa e o Porto, saída de navios, lançamentos de novas edições de livros, &c. No final contém, também, uma « Breve analyse das publicações feitas (...) na Gazeta dos Tribunaes (...) com referencia á causa pendente da ex.ma baroneza do Bolhão contra seu marido », da autoria do «bacharel F. J. de Azevedo Coutinho , advogado do Porto.» Anón. - O SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E AS RELAÇÕES DO PORTO E LISBOA NAS QUESTÕES A QUE TEM DADO LOGAR A CAUSA DA SENHORA BARONEZA DO BOLHÃO COM SEU MARIDO, &c. OU EXAME JURIDICO E MORAL DE DIFFERENTES QUESTÕES. Porto. Typographia de J. J. Gonçalves Basto. 1853. 299 - LXXIV. 18,8 cm x 11,7 cm. Livro assinado apenas «por um Antigo Advogado» sobre a questão em epígrafe, tomando o partido do barão. A baronesa do Bolhão era Francisca Fausta do Vale Pereira Cabral (1808 - 1881), casada com o barão António Alves de Sousa Guimarães (1814 - 1897), um abastado negociante portuense, que seria mais tarde agraciado com o título de conde do Bolhão. Este, sempre afastado do convívio familiar, viu o casamento ruir em 1852, quando a baronesa o abandonou, acusando-o de tirania e maus-tratos. A chamada «Questão conjugal da baronesa (ou do barão) do Bolhão» tornou-se grande escândalo público na epocha , dividindo a sociedade do Porto e arrastando figuras como Camillo Castello Branco, que tomou a defesa do barão em artigos polémicos. O episódio marcou decisivamente a reputação de Sousa Guimarães, sendo este também lembrado, mais do que pelos seus títulos nobiliárquicos, pelo caso e pela faustosa residência que construiu pela soma de mais de 70 contos; além das grandes festas que nela promoveu. O prestígio social do conde declinou a partir da década de 60, culminando em processos judiciais por tráfico de moeda falsa para o Brasil, com sequente falência e perda do seu palácio. Bom estado geral de conservação. Encadernações coevas em meia-inglesa. O vol. anónimo não conserva as capas de brochura. Ambos com miolo muito limpo. Extremamente invulgares. Peça única no vol. dos folhetins.