Bidspirit auction | [BRASILIANA] Droz, Joseph - ENSAIO
[BRASILIANA] Droz, Joseph - ENSAIO SOBRE A ARTE DE SER FELIZ. Rio de Janeiro. Typographia de Thomaz B. Hunt & C.ª. 1833. 178 pp. 11x15,5 cm. E. - «Traduzido em portuguez por hum brasileiro.» Tratando-se aqui do cidadão brasileiro Dr. Cândido de Deos e Silva. Num conjunto de 22 capítulos, esta competente tradução deve-se ao reputado súbdito brasileiro comendador Dr. João Cândido de Deus e Silva (1787 - 1860). Foi o mesmo deputado provincial do Rio de Janeiro e importante político, tendo sido uma personagem de primeira grandeza da história pátria brasileira. Era filho de um vimaranense. Raríssima primeira edição desta obra marcante para a formação moral e cívica do moderno brasileiro, uma vez que se pensava, à época, que a população necessitava de um rumo ordenado e honesto face à sua nova independência. No prólogo do tradutor o Desembargador Dr. Cândido Deus e Silva aponta claramente este caminho moralista. De notar as inúmeras referências a obras francesas e de franceses que influenciaram neste período o Brasil mais instruído. O livro foi agrupado e recomposto de uns artigos publicados inicialmente no periódico O Recopilador , que teve curta existência. Esta edição de 1833 é, em si mesma, mais dilatada e completa e, portanto, mais interessante. É completamente desconhecida de todas as bibliotecas do mundo, não estando presente nos catálogos do Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro e da Biblioteca Nacional de Lisboa.- Também não existe na Biblioteca Nacional do Brasil nem se encontra sinalizada na Internet. Tem duas assinaturas de posse de dois súbditos contemporâneos da impressão que ajudam a traçar o percurso deste exemplar. Foi a obra vendida no Brasil e, posteriormente, enviada a Portugal, onde circulou até hoje. Assim sendo, a genealogia deste exemplar e as bibliotecas a quem pertenceu descreve-se: António da Silva Prado , conforme assinatura autógrafa na folha de rosto, o que valoriza sobremaneira este exemplar datado do ano de 1833. Foi Deputado geral em São Paulo nos anos de 1869-1875 e 1885-1887; ministro da Agricultura de 1885-1887; senador de São Paulo de 1887-1889; ministro dos Estrangeiros no ano de 1888; ministro da Agricultura em 1888-1889; prefeito de São Paulo de 1899-1911. António da Silva Prado nasceu na cidade de São Paulo (Brasil) em 25 de fevereiro de 1840, filho de Martinho da Silva Prado e de Veridiana Valéria da Silva Prado, de abastada e tradicional família paulista. O seu pai foi deputado provincial em São Paulo em três legislaturas e a sua mãe era filha de António da Silva Prado, o barão de Iguape, que foi vereador em São Paulo de 1853 a 1856. António da Silva Prado foi nomeado ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, em 1885. À frente do Ministério da Agricultura, coube-lhe referendar a Lei n.º 3.270, a Lei dos Sexagenários, também chamada Lei Saraiva-Cotegipe, promulgada a 28 de setembro de 1885 pelo imperador dom Pedro II, que garantiu a liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade. Também apoiou e fiscalizou o cumprimento de uma nova lei de imigração. Como os seus pais viviam na fazenda Campo Alto, no município de Limeira, hoje Araras, passou parte da infância na casa do avô materno na cidade de São Paulo. Em seguida, foi enviado para a cidade de Petrópolis (RJ), onde estudou no Colégio Calógeras, e depois para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Tautphoeus e no Colégio Pedro II, diplomando-se em ciências e letras em 1856. Ainda em 1887, António Prado promoveu uma reunião de proprietários rurais a que compareceram proprietários de sete mil escravos e na qual se decidiu que no prazo de três anos todos os cativos da província de São Paulo seriam alforriados. Discutiram-se também meios de fixar os escravos nas fazendas, abolindo os castigos físicos, vestindo-os melhor e reduzindo as horas de trabalho. Em 25 de fevereiro de 1888, na data de seu aniversário, Antônio Prado realizou festivamente na capital de São Paulo a libertação dos últimos 219 escravos, por iniciativa de uma comissão chefiada pelo deputado provincial Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho. Assinatura autógrafa na folha de guarda deste exemplar “Hé de …” a tinta de cor sépia: António Luís Rodrigues Alves Pinto, residiu em Lisboa, na rua do Arco de Baúlhe no ano de 1839. Teve Carta de Ofício de Contador e Distribuidor da comarca de Cabeiras de Basto, em 1878. (Fonte: Registo Geral de Mercês, Mercês de D. Luís, liv. 32, f. 129vº. PT/TT/RGM/J/0032/276037) Veio a falecer em Portugal no século XIX. Como curiosidade para a história da impressão no Brasil, faz-se notar que figura, na folha de rosto, a typografia de Thomaz B. Hunt & Cª cmoo sita na Rua da Cadeia, n.º 90, mas que, na última folha, surge a noticia de que a tipografia Hunt já se situa na Rua do Sabão, n.º 142, o que denota uma grande mobilidade desta casa impressora. Começou a obra a ser impressa numa rua e terminou a impressão noutra… Encadernação original inteira de vitela fina, mosqueada, executada talvez em Portugal,