Bidspirit auction | Santa-Rita, Augusto - AUTO DA
Santa-Rita, Augusto - AUTO DA VIDA ETERNA. Lisboa. Empresa Literária Fluminense, Lda. 1925. 187 pp. 27 cm x 20 cm. B. - Este trabalho é um dos raros de Santa-Rita após um certo afastamento da vida literária para abraçar a literatura infantil. Sabe-se que Fernando Pessoa possuía um exemplar na sua biblioteca e que teceu grandes elogios a este trabalho do seu amigo. Ainda que o seu irmão Guilherme tivesse ficado na história da arte do primeiro modernismo português, a influência de Augusto Cau da Costa de Santa-Rita (1888 – 1956) não foi menos importante no movimento literário de vanguarda que atingiu Portugal no início do século passado. Santa-Rita foi um poeta e dramaturgo influente, cuja direcção da revista ”Exílio”, da qual se editou apenas um número, haveria de o consagrar (e tornar alvo) entre os pares. Pioneiro do decadentismo e do pós-simbolismo em Portugal – o que este poema dramático bem atesta –, Santa-Rita tornou-se também mais tarde num paladino do saudosismo e do «ressurgimento» de base nacionalista. A partir de 1920, certamente desencantado, dedicar-se-ia, como referido supra, ao novo ímpeto então surgido de literatura infantil, do qual o panorama editorial português tanto carecia em originalidade. Ficou, por exemplo, célebre, o suplemento infantil ”Pim-Pam-Pum!”, no jornal ”O Século”, que dirigiu a partir de 1926, sob o pseudónimo Pápim, com a colaboração do pintor Eduardo Malta (Pápusse). A obra está primorosamente ilustrada pelo génio de Eduardo Malta, que desenhou também um retrato do autor na abertura. Bom estado geral de conservação. Dedicatória dos editores no anterrosto. Peça de colecção.