Bidspirit auction | [CALDAS DA RAINHA] Sarmento, J.
[CALDAS DA RAINHA] Sarmento, J. de Castro - [APPENDIX AO QUE SE ACHA ESCRITO NA MATERIA MEDICA, DO DR. J. DE CASTRO SARMENTO, SOBRE A NATUREZA, CONTENTOS, EFFEYTOS, E USO PRATICO, EM FORMA DE BEBIDA, E BANHOS, DAS AGOAS DAS CALDAS DA RAINHA, &c.] Londres. s.n. 1757. 260 (11) pp. 20,5 cm x 12,5 cm. E. - «Appendix ao que se acha escrito na Materia Medica, do Dr. J. de Castro Sarmento, sobre a Natureza, Contentos, Effeytos, e Uso pratico, em forma de bebida, e banhos, das agoas das Caldas da Rainha, partecipado ao Publico em huma Carta escrita ao Dr. J. M. Sachetti Barboza, Socio da Sociedade Real de Londres, Ec. : A que se ajunta o novo Methodo de fazer uzo da Agoa do Mar, na Cura de muitas Enfermidades Chronicas, em especial noas Achaques das Glandulas.» Segunda edição, preferível à primeira, por conter o ”Novo Methodo de fazer uzo da Agoa do Mar, &c.” Médico luso-britânico de origem judaica, formado em Artes pela Universidade de Évora e em Medicina pela Universidade de Coimbra, Jacob de Castro Sarmento (1691?–1762) fixou-se em Londres em 1721 para fugir à Inquisição, integrando o Colégio Real dos Médicos e doutorando-se pela Universidade de Aberdeen. Eleito membro da Royal Society em 1730, exerceu forte influência na renovação científica portuguesa, divulgando a filosofia newtoniana e os métodos médicos mais modernos. Destacou-se pelos estudos sobre águas minerais, matéria médica e inoculação da varíola, pela análise das marés e pela actividade comercial ligada à “Água de Inglaterra”. Manteve estreitas ligações com Portugal, colaborou nas Philosophical Transactions, ofereceu instrumentos científicos à Universidade de Coimbra e propôs a criação de um horto botânico, contribuindo decisivamente para a circulação do saber científico no espaço luso-europeu do século XVIII. Manteve uma relação cordial com Sebastião Joseph de Carvalho e Mello, mas jamais regressaria a Portugal. Neste trabalho, Castro Sarmento procede a uma analyse chimica das agoas das Caldas da Rainha e das suas propriedades, através de novos instrumentos científicos e utilização de reagentes, tornando esta obra não só importante para a história da Química em Portugal, como do termalismo. Apresenta uma bela gravura na abertura representando a fachada do edifício termal e a planta legendada com os vários banhos. Pasta anterior em separação total. Sem frontispício; este substituído por um manuscrito coevo, ainda que identificando mal a obra. Miolo limpo. Innocencio, T. III, 69, p. 248.