Bidspirit auction | MISCELÂNEA: SANTARENAIDA; MILITARIA; UNIÃO IBÉRICA;


MISCELÂNEA: SANTARENAIDA; MILITARIA; UNIÃO IBÉRICA; REGENERAÇÃO; INQUISIÇÃO, &c. 1.ª metade do séc. XIX. 14,4 cm x 9 cm. E. - Miscelânea com várias obras de grande interesse da primeira metade do séc. XIX, a saber: Figueiredo, Francisco de Paula de - SANTARENAIDA: POEMA EROI-COMICO. Coimbra. Na Regia Officina Typografica. 1792. 74 pp. Raro exemplar deste célebre poema ”eroi-comico”. De acordo com Alberto Pimentel, não se sabe muito sobre a vida de Francisco de Paula de Figueiredo; apenas que era natural de Aveiro e que se formou em cânones na Universidade de Coimbra, passando depois a pregador na cidade do Porto. A ”Santarenaida” foi escrita, aparentemente, seguindo já a ortografia proposta por Verney, a ”ortografia sónica”. Foi escrito tendo o autor 24 annos de idade, mas tal «nào lhe dá honra nem glória». O herói do poema é um taberneiro de Coimbra chamado José Rodrigues Santareno que se sente indisposto depois de beber muita água na romaria do Espírito Santo em Santo António dos Olivais. Adianta Pimentel que o «poema, composto em oito cantos e verso solto, é monótono, chega a ser cansativo, porque nào sai das prolongadas contendas entre Baco e Netuno, assunto que Alexandre António de Lima tratou com mais animação na Benteida. O único episódio de algum valor etológico é a descrição da romaria em Santo António dos Olivais.» A obra tem o que parece ser uma das primeiras referências ao jogo do pau, a arte marcial portuguesa, onde o som do embate dos bastões é designado como ”lambada”. Bom estado geral de conservação. Encadernação coeva inteira em pele. Miolo limpo. No fim apresenta um índice manuscrito. Muito raro. A. Pimentel, Poemas Herói-Cómicos, p. 157. REGULAÇÃO PARA AS REQUISIÇÕES DOS TRANSPORTES DE MAR, E TERRA PARA OS EXERCITOS PORTUGUEZ, E INGLEZ. 1811. 75 (13) pp. Raríssimo regulamento para a requisição interna no exército luso-britânico no contexto das Guerras Peninsulares. Contém desdobrável com modelo de requisição. Barrantes [Moreno], Vicente - LA JOVEN ESPAÑA. FOLLETO DEDICADO A LA ASAMBLEA CONSTITUYENTE. Madrid. Cuesta Monier / Bailly Balliere. 1854. 77 (1) pp. Curioso e muito pouco conhecido folheto em Portugal da autoria do célebre bibliófilo, poeta, político e defensor do património edificado espanhol Vicente Barrantes Moreno (1829 - 1898). Dirigido à Assembleia Constituinte de Espanha, o texto advoga fervorosamente a União Ibérica: “Manca nuestra historia respecliva, hecha girones nuestra nacionalidad, incompleto nuestro territorio, España y Portugal son un contrasentido político, una aberracion Glosófica, En nuestro suelo nacen el Tajo y el Guadiana, que mueren en nuestros mares: Barcelona y Lisboa son dos brazos de un mismo cuerpo, que liene el corazon en Ma-drid: Viriato y Pelayo son los Aquíles de nuestra comun Iliada: Cervántes y Gamoens representan nuestro genio comun, con una misma desdicha y una misma grandeza...... ¿Que seran pues nuestros pueblos? Dos hermanos, a quien la politica llamo cain y Abel, y á quien volverá a reunir la civilizacion bajo le lecho paterno.” No final, apresenta um curioso apêndice com jovens espanhóis que, à época, se destacavam nas artes liberais. [Mendonça, António Pedro Lopes de] - A REGENERAÇÃO. POR UM DESCRENTE. Lisboa. Nos. 1 e 2. Imprensa na Praça de D. Peero [sic.] / Imprensa na Rua da Condessa. 1853. 19 (1) pp.; 68 (2) pp. Publicado anonimamente, estes folhetos encontram-se atribuído ao escritor, jornalista e político António Pedro Lopes de Mendonça (1826 - 1865). Neles, Lopes de Mendonça ataca ferozmente o Duque de Saldanha e lança avisos sobre os perigos das ditaduras. Na juventude ligado aos ideais liberais e ao movimento da Regeneração, distinguiu-se pela sua actividade crítica e pela intervenção cívica na imprensa oitocentista. Autor de ensaios, romances e textos políticos, a sua obra reflecte uma preocupação constante com o progresso social e cultural de Portugal. Saunier, Antonio Crispinianno - DIALOGO PASTORIL ENTRE ALGUNS PASTORES, E PASTORAS DE CARNAXIDE EM CONSEQUENCIA DO SERMÃO QUE SE OUVIO NA PAROCHIAL IGREJA DA ENCARNAÇÃO NO DOMINGO 14 DE JULHO. Lisboa. Na Typog. de J. F. M. de Campos. 1822. 14 pp. OS AMORES DE HUM HEROE OU HISTORIA DE ZOROASTRO PRINCIPE DA INDIA. Lisboa. Na Impressão Regia. 1805. 25 (1) pp. Pequena e curiosa novela anónima narrada, na primeira pessoa, por Zoroastro [ou Zaratrusta]. D. C. N. Publícola [Carneiro, Manuel Borges] - APPENDICE SOBRE AS OPERAÇÕES DA SANTA INQUISIÇÃO PORTUGUEZA, OU PARTE II. DO DISCURSO SOBRE A MAGIA E MAIS SUPERSTIÇÕES DESMASCARADAS. Lisboa. 1820. 68 pp. Raro opúsculo composto, de acordo com Fonseca, por um dos heróis da revolução liberal: Manuel Carneiro Borges (1774 - 1833), magistrado, membro do Sinédrio e Deputado às Cortes Gerais e Extraordinárias. Pela sua escrita, seria um dos principais construtores do ideário liberal português. Morreu de cólera no cativeiro após a dissolução das Cortes por D. Miguel. Nesta obra,