Bidspirit auction | Monteiro, Nuno Gonçalo Freitas -


Monteiro, Nuno Gonçalo Freitas - O CREPÚSCULO DOS GRANDES (1750 - 1832). Lisboa. Imprensa Nacional Casa da Moeda. 1998. 620 (2) pp. 20 cm x 14 cm. B. - Criticada pelos liberais no século XIX e recorrentemente comentada pela historiografia desde então, a aristocracia portuguesa do Antigo Regime é pela primeira vez estudada de forma sistemática neste livro. Constituindo-se ao longo do século XVII, o grupo cristaliza-se com o fim da Guerra da Restauração como elite de corte da nova dinastia reinante da Casa de Bragança, mantendo uma impressionante estabilidade até finais do século XVI. O grande exclusivismo social, que constitui uma das suas marcas fundamentais, era necessário à conservação da hegemonia no acesso aos cargos superiores da monarquia e à remuneração dos serviços resultantes do seu desempenho. De facto, para alem das condições institucionais favoráveis, a reprodução da elite aristocrática passou pelas estratégias activamente prosseguidas pelas casas que a compunham, designadamente pela estreita disciplina familiar que pesava sobre os destinos individuais de todos quantos nelas nasciam. Assim se Foram acumulando as doações régias que constituíam a parcela maioritária dos seus rendimentos nos finais do Antigo Regime. Essa dependência das relações com a coroa, bem como a tendência crónica para o endividamento, contribuiriam para tornar a aristocracia portuguesa especialmente vulnerável à legislação hostil do liberalismo triunfante em 1834. Nuno Gonçalo Freitas Monteiro licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, realizou provas de aptidão pedagógica e capacidade cientifica no ISCTE e doutorou-se em História Moderna pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Presentemente, é investigador auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e professor auxiliar convidado do ISCTE. — da contracapa. Leves sinais de manuseio.