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6 OBRAS IMPORTANTES SOBRE O VINHO DO PORTO. - A saber: Anón. - UMA OU DUAS PALAVRAS SOBRE O VINHO DO PORTO DIRIGIDAS AO PUBLICO BRITANNICO EM GERAL, &c. Porto. Typographia Commercial Portuense. 1844. 16 pp. 20,7 x 13 cm. B. Primeiro caderno solto. Lima, José Joaquim da Costa Lima - LE VIN DE PÔRTO. Porto. Instituto do Vinho do Porto. 1937. 26 (2) pp. 23,5 x 16,4 cm. B. — O VINHO DO PÔRTO NO PASSADO E NO PRESENTE. Porto. Instituto do Vinho do Pôrto. 1940. 68 (2) pp. 22,8 x 17,8 cm. B. — JUNTA-SE: — Machado, José Cerqueira Machado - A CRISE VINÍCOLA: CAUSAS LEGISLATIVAS ECONÓMICAS E CULTURAIS DO DESCRÉDITO DOS VINHOS DO PÔRTO E DE PASTO. Porto. Imprensa Moderna. 1928. 150 (2) pp. 19 x 12 cm. B. Pacheco, J. Preto (dir.) - BOLETIM DOS ORGANISMOS ECONÓMICOS CRIADOS PELO MINISTÉRIO DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA. n.º 1. Lisboa. Ministério do Comércio e Indústria. 1935. 224 (2) pp. 24,5 x 17,5 cm. il. B. Simon, André L. - PORT. London. Constable and Company. 1934. 130 (4) pp. 18,5 x 12 cm. E. Volume da «Constable's Wine Library», série de pequenos manuais sobre as principais regiões vinícolas — as de França, além do Porto, da Madeira e do Xerez — que André L. Simon contratou dirigir com a Constable a partir de 1932, circunstância que explica a existência do livro e o inscreve num momento preciso da vida do autor. Despedido nesse anno, aos cinquenta e cinco, do lugar de agente da casa de champanhe Pommery & Greno que ocupava havia três décadas, Simon jurou romper com o comércio de vinhos, mas em poucos meses partia para a Madeira e regressava empenhado em reavivar o interesse britânico pelos vinhos madeirenses; data da mesma viragem a fundação, em 1933, com A. J. A. Symons, da Wine and Food Society, que o ocuparia até ao fim da vida. O presente título conta-se desde então entre as referências obrigatórias da bibliografia do vinho do Porto, ao lado de Croft, Forrester, Vizetelly, Todd, Tait e Cockburn. Autoridade reconhecida no meio, Simon acompanhou de perto as vicissitudes do comércio portuense: poucos annos depois deste volume tomaria posição pública na controvérsia sobre o engarrafamento do vintage, defendendo contra a uniformização a velha divisão de encargos entre o exportador do Douro e o negociante inglês, a quem cabia engarrafar e guardar os grandes annos — testemunho do lugar singular que o vinho do Porto ocupava na cultura britânica da mesa. André Louis Simon (1877-1970) nasceu em Paris e fixou-se em Londres em 1902. Bibliófilo, gastrónomo, historiador e escritor, deixou mais de cem livros e opúsculos sobre vinho e comida, numa prosa de rara clareza e concisão. Foi um dos fundadores do Wine Trade Club, de que aos trinta e dois annos foi eleito primeiro presidente, e fundou ainda o Saintsbury Club, prestigiado clube londrino que subsiste. Reuniu ao longo da vida uma das mais notáveis bibliotecas vinícolas jamais formadas por um particular, de que deu conta na «Bibliotheca Vinaria». Fiel ao princípio que professava — ”a man dies too young if he leaves any wine in his cellar” —, morreu aos noventa e três annos deixando na adega apenas dois magnums de clarete.