Bidspirit auction | [PORTUGAL; FRANÇA] IMPORTANTE LOTE DA


[PORTUGAL; FRANÇA] IMPORTANTE LOTE DA GRANDE GUERRA. - Importante lote sobre a Grande Guerra, composto por: 1917: DOCUMENTS DE LA SECTION PHOTOGRAPHIQUE DE L'ARMÉE FRANÇAISE. Paris. Emil Paul Libraire. c. 1917-1918. 48 pp. 27,5 cm x 35 cm. B. Raríssimo fascículo n.º 8 — subintitulado «La victoire prochaine du droit» — publicação periódica de propaganda de guerra editada pelo Ministère de la Guerre francês através da sua Section Photographique de l'Armée — organismo criado em 1915 pelo Ministère des Affaires Étrangères, pelo Ministère de l'Instruction Publique et des Beaux-Arts, e pelo Ministère de la Guerre, com a missão de produzir e difundir fotografia oficial da frente. Cada fascículo, de grande formato e ricamente ilustrado com fotografias de reportagem, era dedicado a um tema específico da guerra e trazia legendas em seis línguas — entre elas o português —, alcançando assim um público de propaganda internacional que incluía explicitamente a língua duma nação aliada e o mundo lusófono. O texto do presente fascículo, em francês e não traduzido, é assinado por William Morton Fullerton (1865-1952), influente jornalista norte-americano radicado em Paris, correspondente do ”The Times” de Londres e figura próxima de Henry James e Edith Wharton, cuja pena serviu amplamente a causa aliada junto da opinião pública anglófona durante a Grande Guerra. A obra completa, publicada em Paris por Emile Paul, compunha-se de onze fascículos, hoje quase sempre dispersos e vendidos avulsamente — sendo por isso invulgar encontrar o conjunto completo. Capas com alguns defeitos; rasgão na capa anterior; rabiscos de criança antigos; lombada bastante danificada; pequena mancha de humidade no canto superior direito. Garcez, Arnaldo (fotog.) - PADRÕES DA GRANDE GUERRA. BILHETES POSTAIS ILUSTRADOS. c. 1924-1925. 12 postais. 10,5 cm x 16,5 cm. B. Por várias razões, configura-se esta preciosa colecção de 12 postais ilustrados uma raridade da memória da participação portuguesa no grande conflito com o Corpo Expedicionário Português, entre 1916 e 1918. Por um lado, trata-se de fotografias de Arnaldo Garcez, o fotógrafo oficial do C.E.P.; por outro, insere-se muito provavelmente na data de trasladação de dois cadáveres de soldados desconhecidos falecidos na guerra (um no teatro de Moçambique e outro na Flandres) para a Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha e a inauguração do monumento e respectivo acendimento da ”Chama da Pátria” a 9 de Abril de 1924, relembrando a data fatídica da Operação Georgette lançada contra as posições portuguesas no rio Lys. A indicação, na capa anterior «Á venda no Mosteiro da Batalha» é disso indicativa. Por outro lado ainda, os Padrões da Grande Guerra foi uma comissão portuguesa organizada para um donativo ao Touring Club de France de sete padrões colocados no antigo sector português. Possui fotografias do Comandante do C.E.P., o general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva (1856 – 1924), um mapa dos padrões oferecidos a França, fotografias de soldados e oficiais do C.E.P. na Flandres e nas trincheiras, das tropas portuguesas no Arc de triomphe no Dia da Vitória. Encontra-se solta no interior a fotografia de pequeno formato de um soldado português e de sua esposa ou noiva. Últimos seis postais afectados no pé por mancha de humidade. Martins, Ferreira (General) - A COOPERAÇÃO ANGLO-PORTUGUESA NA GRANDE GUERRA DE 1914-1918. Lisboa. 91 (1) pp. 20,8 cm x 15,8 cm. B. Importantíssimo testemunho do General Ferreira Martins (1875 - 1967), Sub-Chefe do Estado Maior do C.E.P. na Flandres, sobre a Velha Aliança e o seu papel na Grande Guerra. — JUNTA-SE — PORTUGAL NA GUERRA: REVISTA QUINZENAL ILLUSTRADA. Anno 1º Nº 4. Paris. 1 de Outubro de 1917. 37 cm x 27 cm. B. Número solto deste importante periódico que noticiava a partir de Paris o estado do conflito em que Portugal se via envolvido. Capa com destaque para o rei Alberto I da Bélgica. Vem ilustrado com fotografias de treino de soldados do C.E.P. Contém ainda uma rara nota sobre o desaparecimento em combate do às da aviação francesa Georges Guynemer, que obteve o registo impressionante de 53 vitórias até ao dia fatídico de 11 de Setembro de 1917 em que, confrontando temerário, com o seu sólido SPAD XIII, um Rumpler CIV de reconhecimento e três caças Albatros DIII, não se apercebeu da chegada de mais de 30 máquinas alemãs, incluindo o esquadrão de Fokker Dr.I liderado nesse dia pelo próprio Manfred von Richthofen, o célebre Rote Baron (Barão Vermelho), o maior às do conflito com 80 vitórias confirmadas. Um relato atesta que Guynemer teria sido atingido na cabeça por Kurt Wisseman do esquadrão Jasta 3, que acabaria por reclamar essa vitória, mas que cairia também morto em combate apenas duas semanas depois com 5 vitórias confirmadas. O desaparecimento de Guynemer, na altura o maior herói de guerra francês e instrumento crucial de propaganda, provocou uma onda de choque por toda a França,