Bidspirit auction | CARTA ITINERARIA DE PORTUGAL. Vacuum


CARTA ITINERARIA DE PORTUGAL. Vacuum Oil Company [Litografia Nacional do Porto]. [1934]. 4 mapas desd. 16,5 x 13 cm [em cx.] 62 cm x 31 cm [cada] 256 cm x 62 cm [completo]. Cx. - Carta itinerária de Portugal editada pela Vacuum Oil Company — testemunho directo da expansão do automobilismo e do turismo motorizado em Portugal na década de trinta, período em que as companhias petrolíferas, à imagem do que sucedia por toda a Europa, se afirmaram como principais promotoras da cartografia rodoviária de uso corrente. Levantada à escala de 1:500.000 e desdobrada por quatro folhas de grandes dimensões (60×120 cm), a carta apresenta convenções e legenda para as diferentes classificações de estradas, bem como as distâncias quilométricas entre todas as povoações servidas pelo sistema rodoviário nacional em 1937 — dado que confere ao exemplar valor documental para o estudo da rede viária portuguesa na aurora do Estado Novo. As folhas compõem-se de secções de 12×16 cm coladas sobre tela, técnica então corrente na cartografia de campo e viagem, destinada a resistir ao manuseamento e às dobragens sucessivas. Mapas em bom estado de conservação, acondicionados no estojo original; este com bastante uso. - JUNTA-SE: - AS NOSSAS PRAIAS: INDICAÇÕES GERAIS PARA USO DE BANHISTAS E TURISTAS. Lisboa. Sociedade Propaganda de Portugal. 1918. 94 pp. 22,5 cm x 15,5 cm. il. B. Guia de praias portuguesas pela Sociedade Propaganda de Portugal, com indicações práticas destinadas a banhistas e turistas — género editorial então em plena afirmação, que traduzia a emergência dos banhos de mar e da vilegiatura balnear como práticas sociais burguesas em Portugal. A Sociedade Propaganda de Portugal, fundada ainda no ocaso da Monarquia, em 1906, por Leonildo de Mendonça e Costa e um grupo da burguesia lisboeta, e também conhecida por Touring Club de Portugal, foi o primeiro organismo dedicado à promoção sistemática do turismo no país, delineando um ambicioso projecto de modernização nacional através dos transportes, do urbanismo, da hotelaria e da conservação do património. A sua acção viria a ganhar novo alcance sob a Primeira República, que em 1911 criou, no Ministério do Fomento, a Repartição do Turismo e o respectivo Conselho — colocando pela primeira vez o turismo na esfera das competências do Estado e inscrevendo Portugal no movimento internacional dos Touring Clubs europeus. Publicado em pleno esforço republicano de fomento turístico, o presente volume documenta o litoral português tal como se oferecia ao visitante em 1918, sendo de interesse para o estudo da história do turismo, dos costumes balneares e das transformações do território costeiro português no início do século XX. Bom estado de conservação geral. Capas de brochura com pequenos defeitos; a anterior em separação total. Oxidação dos agrafos. Raro.