Bidspirit auction | PORTUGAL NO INÍCIO DO SÉCULO
PORTUGAL NO INÍCIO DO SÉCULO XX: ENSAIO E VERSOS. - A saber: Tavares, Silva - VARÕES E... LUSTRES. Porto. Livraria e Imprensa Civilização. 1925. 157 (19) pp. 17,2 cm x 10,7 cm. E. Colectânea de sátiras de Silva Tavares, poeta e dramaturgo português autor de vasta obra em verso, que evoluiu de um início marcado por inovações formais para uma poesia tradicionalista, tornando-se, já no Estado Novo, uma espécie de «poeta oficial», autor de cerca de noventa peças de teatro, muitas de temática histórica e patriótica. ”Varões e... Lustres” integra-se na produção satírica do autor, publicada no mesmo ano de 1925 em que também deu à estampa ”Consumatum est”, obra que viria a ser apreendida pela censura — testemunho do carácter mordaz e por vezes incómodo desta faceta satírica de Silva Tavares, que contrasta com a sua posterior consagração como poeta do regime. Encadernação em sintético. Conserva apenas a capa de brochura anterior que se encontra aparada. Miolo limpo. Freire, João Paulo - O FIM DO MUNDO NO ANNO 2.000. Braga. Casa do Globo. 1927. 173 (3) pp. 19 cm x 12 cm. B. Dantas, Júlio - 1023 EPISÓDIO EM VERSO. Porto. Livraria Chardron. 1914. 31 (1) pp. 20,5 cm x 13 cm. B. 1.ª edição. Peça em verso de Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista, diplomata e um dos dramaturgos mais populares do teatro português de finais do século XIX e início do XX, autor da célebre ”A Ceia dos Cardeais” (1902). Representado pela primeira vez em Março de 1914 no Teatro da República, em Lisboa, este episódio em verso viria a conhecer sucessivas edições, testemunho do êxito imediato que acompanhou a estreia. Júlio Dantas cultivou com igual desenvoltura o teatro histórico, a crónica e a poesia, tendo sido eleito para a Academia das Ciências de Lisboa e desempenhado papel de relevo na vida cultural e diplomática portuguesa ao longo de mais de meio século. Ficou conhecido para a posteridade por ter sido alvo do ”Manifesto Anti-Dantas” de Almada Negreiros. Manchas de acidez nas capas de brochura. Miolo limpo. Ramos, Carlos Manuel - O ROMANCE HEROICO DE SCHUMANN. Porto. s. n. 1922. 84 (2) pp. 19 cm x 12,5 cm. B. Obra de Carlos Manuel Ramos em que o autor, diletante apaixonado pela música, compõe, a partir das cartas de Robert Schumann e das suas próprias recordações, uma fábula de contornos tristanianos transposta para o cenário burguês de uma cidade alemã. O livro nasceu da colaboração do autor num concerto dedicado ao compositor do Carnaval, realizado em Julho de 1922 pelos pianistas Maria Adelaide Freitas Gonçalves e Joaquim Freitas Gonçalves; o próprio Carlos Manuel Ramos, que se descrevia como um romântico, definia esta novela como oferenda «àqueles espíritos indomesticáveis para quem viver é uma aventura de lirismo». Obra pouco vulgar de crítica musical em veste narrativa, testemunho do fervor schumanniano na vida cultural portuense do início do século XX. Carlos Manuel Ramos escreveu ainda ”A mais bela aventura de António Feijó” (Imp. Nacional, 1935). Sinais de uso. Picos de acidez nas capas de brochura e miolo. Apresenta uma dedicatória na folha de anterrosto. Muito raro. Claro, Antonio - MEMORIAS DE UM VENCIDO. Porto. Livraria e Imprensa Civilisação. 1924. 258 (2) pp. 19 cm x 12,3 cm. B. Obra em que António Claro revive o seu percurso desde as estúrdias da boémia coimbrã até à tragédia da Revolta de 31 de Janeiro de 1891, ao exílio forçado por terras de Espanha e do Brasil, e ao exílio voluntário motivado, nas suas próprias palavras, pelo nojo perante as baixezas de certo jacobinismo republicano. Testemunho pessoal e político de particular interesse para o estudo do monarquismo português na transição do século XIX para o XX, cruzando a vida académica coimbrã com os episódios mais conturbados da queda da Monarquia e da Primeira República. Capas de brochura com manchas. Interior com manchas de acidez.