Bidspirit auction | [MANUSCRITO]. Copiador de vários documentos..
[MANUSCRITO]. Copiador de vários documentos.. s.d.. - [ANÓNIMO]. MISCELLANEA de Peças Políticas e Históricas (Pe. António Vieira, Duarte Nunes de Leão, etc.). c. 1820–1840. Manuscrito em português, reunindo cópias de vários textos políticos e históricos dos séculos XVI e XVII. 1 vol. índice manuscrito a lápis no f. de guarda final, 55 ff. numerados escritos a tinta, num só tipo de letra cursiva muito regular e legível, com numeração antiga a tinta no canto superior das páginas. Encadernação coeva, inteira de pele, lombada com nervos falsos, ferros florais dourados e etiqueta em dourado com o título abreviado; bastante afectado pela água, com mancha ao longo de todo o manuscrito; cortes de traça afectando severamente o texto nos primeiros 8 ff., a partir daí sem cortes de traça. O índice inicial assinala, entre outras peças: cartas particulares do Dr. J. J. da Brochado (ff. 1 ss.), de carácter erudito, onde se discute, entre outros assuntos, a elaboração de um grande diccionario da língua portuguesa; uma “Proposta do povo nas Cortes de 1668” (f. 18), de teor claramente político; um memorial do P.e António Vieira (f. 30); uma consulta de D. Rodrigo de Meneses (f. 39); a “Carta dos Vinte e Quatro da Cidade do Porto aos de Lisboa, para que se unão, e se façam logo Cortes” (f. 42); um texto relativo à actuação dos ministros de Lisboa em Flandres em 1579 (f. 45); uma fala ou carta da Cidade de Lisboa à Rainha D. Catarina (f. 47); e um memorial de Duarte Nunes de Leão (f. 50). Trata-se de uma miscelânea cuidadosamente organizada , em que um compilador oitocentista reúne cópias de peças raras – cartas, representações, consultas e memoriais – sobre a crise dinástica de 1580, a dominação filipina, a Restauração e as Cortes portuguesas, bem como sobre a cultura erudita (projectos lexicográficos, pareceres de jurisconsultos, etc.). O volume testemunha a forma como, já no século XIX, se relia a tradição política e jurídica portuguesa, recorrendo a escritos de autores como o P.e António Vieira e Duarte Nunes de Leão para fundamentar uma memória histórica nacional e, muito provavelmente, um interesse renovado pela história constitucional de Portugal.