Bidspirit auction | ANTÓNIO ALIJÓ (1945)
ANTÓNIO ALIJÓ (1945) - “ SEM TÍTULO ” – Tinta-da-china sobre papel, com motivo fantasmagórico e complementos geométricos. Obra assinada e datada no canto inferior direito [ ANTÓNIO ALIJÓ • 1984? ]. Tinta-da-china aparentemente bem conservada. Trabalho com moldura em alumínio. Dim: 30,5x23 cm (Tinta-da-china) Dim: 31,5x24 cm (Moldura) Nota : António Alijó – Pintor, decorador, cenógrafo, nasceu no Porto a 1 de Outubro de 1945. Em 1963, parte para Toulouse para estudar agronomia em Mompelier. Nada disso acontece, e passa algum tempo no castelo de Tiffault, em Fourquevaux, em casa de amigos e viaja pelo Languedoc, que passa a ser uma das “suas terras”. Regressa para estudar no Porto. Em 1963/65, conhece Luís Ferreira, cujas conversas sobre pintura, antiguidades e ourivesaria, o fascinam. Em 1966, parte para Angola, onde cumpre o serviço militar na guerra colonial. Regressa em 1969. Em 1970 estuda com Carlos Carneiro aguarela e encontra Jorge Dias e os irmãos Ernesto e Eduardo de Oliveira, assim como Fernando Galhano. 1971 Abre uma loja de antiguidades e decoração na Travessa da Queimada, Bairro Alto e inicia-se a transformação do bairro lisboeta, com a vinda de amigos que começam a abrir lojas, duas, uma da Tereza Lacerda e a outra do Manuel Reis. Conhece José Escada, as noites de Mário Cesariny, e Rodrigo, um pintor que o marca e faz mudar de rumo, os cantos do fado, vai para a Gulbenkian, onde os Guardi são seus companheiros predilectos. Alfredo Marceneiro é seu companheiro nas noites da Márcia Condessa. Frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa em Cenografia. Em 1973, viaja a África para Moçambique, África do Sul e Suazilândia. Em 1975, desiludido com o país, apos a revolução parte para Espanha, trabalhou no mesmo ano em decoração na cidade de Marbella, com Mário Conío e Jaime Parladé. O conhecer a Andaluzia, Ronda e Sevilha, fê-lo aumentar a paixão pela cor que trazia dentro de si desde África. Regressa ao Porto onde trabalha em decoração. Viaja para Londres, onde contacta com alunos e professores das escolas de arte. As galerias e as novas tendências da arte, são os seus interesses. Em 1981 regressa a Lisboa e trabalha como Art Director da revista Casa e Decoração, juntamente com o grande amigo Hélder Carita, indo viver para Colares, Sintra, onde encontra novamente o seu mundo de fadas, duendes, feiticeiras e alquimias. Em 1991 vai viver para Braga, onde pinta e trabalha para um gabinete de estudos de design da Carvalho Araújo. Começam as suas viagens para Trás-os-Montes e à Galiza. Decide ser esse o seu mundo, porque ali se encontram quase todas as respostas. Em Montalegre, onde faz dois restauros e decorações, e conhece Rui Madeira, e as suas estadias na terra prolongam-se. A sua grande paixão do mundo animal desde menino, os Lobos, aqui é plenamente satisfeita, após o conhecimento de Francisco Álvares, biólogo encarregado da preservação do Canis Lúpus Signatis. Nove anos depois vai viver para a casa da sua irmã Raquel, no lugar do Ramilo, Gondarem, Vila Nova da Cerveira. Dedica-se apenas à pintura. O António Alijó dispensa-nos as suas cores da Andaluzia dos anos sessenta e, logo, a sua escrita romântica do Porto dos anos setenta, ou a luz insuspeita e leve de Sintra nos anos oitenta e, por fim, a pedra e o espaço das serras de Braga nos anos noventa. Os seus trabalhos, de grande exuberância cromática e de tão forte coerência artística, são o mais recente exemplo. Ref. Biog. Michael Tannock. [pág. 4].